Este é um espaço de exposição e troca de ideias sobre o trabalho com o ensino da Língua Portuguesa e em geral um espaço para repensar a educação e seus desafios.
BEM-VINDO!!!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Dia 23/11/09- Projeto
Na noite de 23/11, às 18h, reuniram-se nas dependências da SMEC, a formadora Daiane e as cursistas do Gestar II de Língua Portuguesa, para uma oficina de elaboração e acompanhamento do projeto de conclusão deste trabalho de formação continuada. As professoras, e também a formadora, trouxeram livros, materiais e em conjunto trocaram ideias sobre os temas que cada uma está desenvolvendo. Também foram até a biblioteca da SMEC para pesquisar no acervo e na internet.
Dia 16/11/09-Oficina 2-TP1
No dia 16 de novembro realizou-se a oficina 2 referente ao TP1:Linguagem e Cultura. Como já havia sido combinado na oficina anterior, cada grupo apresentou uma unidade do TP1, isto é, unidade 1, 2, 3 e 4. Os grupos fizeram ótimos trabalhos, foram bem criativas, trouxeram sugestões de atividades referentes ao tema de cada unidade, utilizaram vídeos e slides, entregaram uma síntese da unidade para as colegas. Cada grupo também ficou responsável de escolher e realizar com as colegas uma das atividades práticas das oficinas 1 e 2, no final do TP.
Foi uma oficina longa, mas muito produtiva, já que todos puderam interagir e contribuir para o conhecimento do outro.
Na avaliação da oficina comentaram que gostaram muito do trabalho com este TP, pelo tema e pela metodologia diferenciada proposta. Ao final fizemos uma exposição dos trabalhos desenvolvidos em sala de aula sobre o tema deste TP, trabalhos maravilhosos e criativos.
Foi uma oficina longa, mas muito produtiva, já que todos puderam interagir e contribuir para o conhecimento do outro.
Na avaliação da oficina comentaram que gostaram muito do trabalho com este TP, pelo tema e pela metodologia diferenciada proposta. Ao final fizemos uma exposição dos trabalhos desenvolvidos em sala de aula sobre o tema deste TP, trabalhos maravilhosos e criativos.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Dia 09-11-09 - Oficina 1 - TP1:Linguagem e Cultura
Na noite do dia 09 de novembro realizou-se a Oficina 1 com o primeiro TP, sendo que haviamos começado pelo TP3 e agora, retomaremos com o estudo do TP1 e 2 para então finalizar o estudo de todos os TPs.
A reunião iniciou com a mensagem em power point "A aula", promovendo uma reflexão sobre o papel e a importância do professor diante do aluno. Depois passou-se para os relatos do "Avançando na pratica" e a exposição dos trabalhos dos alunos que cada professora cursista sempre traz. Este momento sempre demora um certo tempo, o que e bom, pois todas querem interagir, opinar e observar as atividades desenvolvidas e os resultados obtidos.
Na terceira parte do encontro, dividiu-se o grupo em quatro para estudo e elaboração de uma apresentação das unidades do TP1. Foi sugerido que preparem slides, textos e atividades diferentes das do TP, video sobre o tema da unidade e uma sintese para entregar aos outros grupos. Elas terão tempo para preparar tudo e apresentar na proxima oficina.
Ao final fizemos em conjunto uma avaliação de como foi este encontro. O grupo comentou que achou bastante significativa a mensagem inicial e que gostam muito de desenvolver trabalhos em grupo.
A reunião iniciou com a mensagem em power point "A aula", promovendo uma reflexão sobre o papel e a importância do professor diante do aluno. Depois passou-se para os relatos do "Avançando na pratica" e a exposição dos trabalhos dos alunos que cada professora cursista sempre traz. Este momento sempre demora um certo tempo, o que e bom, pois todas querem interagir, opinar e observar as atividades desenvolvidas e os resultados obtidos.
Na terceira parte do encontro, dividiu-se o grupo em quatro para estudo e elaboração de uma apresentação das unidades do TP1. Foi sugerido que preparem slides, textos e atividades diferentes das do TP, video sobre o tema da unidade e uma sintese para entregar aos outros grupos. Elas terão tempo para preparar tudo e apresentar na proxima oficina.
Ao final fizemos em conjunto uma avaliação de como foi este encontro. O grupo comentou que achou bastante significativa a mensagem inicial e que gostam muito de desenvolver trabalhos em grupo.
Oficina de Orientação e acompanhamento ao projeto
No dia sete de novembro, nos turnos da manhã e tarde, reuniram -se as professoras cursistas e a formadora do Gestar de Lingua Portuguesa nas dependências da SMEC para uma oficina de orientação e acompanhamento do projeto, que esta sendo muito bem desenvolvido e cada vez mais enriquecido nesses encontros. Nesta oportunidade tambem houveram as apresentações sobre a Jornada de Literatura de Passo-Fundo, sendo que foi mencionado por todas as presentes a extrema importância deste evento para os profissionais da educação, principalmente nas areas de Literatura e Lingua Portuguesa.
domingo, 8 de novembro de 2009
Oficina Aberta-Jornada Nacional de Literatura-Arte e Tecnologia:novas interfaces


Na semana de 26 a 30 de outubro realizou-se a Decima Terceira Jornada Nacional de Literatura de Passo-Fundo e a Quinta Jornadinha Nacional de Literatura(para crianças e adolescentes), na qual a formadora do Gestar e algumas cursistas tambem participaram, com a tarefa de depois socializar com as demais professoras cursistas, apresentando uma sintese dos trabalhos desenvolvidos nos seminarios, cursos e conferências.
A Jornada Nacional de Literatura significa um dos eventos mais importantes da região sul na area de leitura, arte, e neste ano, como não poderia deixar de ser, abrangendo tambem o tema tecnologia, que cada vez mais se faz presente no nosso cotidiano e principalmente, dos nossos alunos, uma nova geração, muito mais digital e virtual. Por tudo isso precisamos cada vez mais estar nos aperfeiçoando para não ficarmos para tras.
Diante de tantas tecnologias a disposição de todos, conquistando principalmente o publico jovem, constata-se que urgentemente o sistema educacional precisa se adaptar para atender as novas exigências que surgem e conseguir cumprir o seu papel.
Neste evento podemos entrar em contato com muitos escritores, musicos, cineastas, pesquisadores...e com uma grande diversidade de ideias e conhecimentos, que nos levam a abrir nossos horizontes. Esta jornada, com certeza cumpriu seu papel, de mostrar e valorizar as diversas formas de arte, não somente a literatura, a palavra escrita.
Foi um Sucesso!!!
Definitivamente, os cinco dias da 13ª Jornada e 5ª Jornadinha Nacional de Literatura fugiram ao ritmo normal do tempo. Foi uma semana que nunca sairá da lembrança dos seus mais de 30 mil participantes.
Momentos da 13ª Jornada
"A pior amnésia não é esquecer de onde viemos, mas sim esquecer para onde estamos indo!" Marcelo Dantas, em sua conferência Espaços culturais e convergência das mídias, em 27/10.
(segunda foto inicial)
"Não há nada mais legal no mundo do que esse entusiasmo, essa febre, essa cidade que lê seis livros por ano, essa coisa dos autores chegarem aqui e encontrarem seus livros, as pessoas perguntando detalhes do ãmago de suas histórias, isso é algo que não existe em nenhuma parte do mundo!" Tom Zé, responsável pelo show de encerramento da 13ª Jornada.
(primeira foto inicial)
OFICINA ABERTA - PEÇA TEATRAL:O Santo guerreiro e o heroi desajustado
No dia 20 de outubro os professores do Gestar de Lingua Portuguesa participarão juntamente com seus alunos de uma atividade cultural. Irão assistir a uma peça de teatro na praça do municipio, e depois desenvolverão atividades em sala de aula sobre a peça assistida. Posteriormente, na proxima oficina cada professor fara um relato do trabalho desenvolvido a partir da peça.
TEATRO DE RUA - Cia São Jorge de Variedades (SP)
Uma companhia de teatro, caminhando há século em busca do mar, chega à metrópole. É neste imenso “oceano” que ela vem apresentar a história de Dom Quixote e de São Jorge Guerreiro. O honrado fidalgo Quixote, em sua luta individual e solitária, enxerga na grande cidade a imagem da sua amada Dulcinéia. Seus nobres ideais entram em conflito com as regras e leis que regem a metrópole; Quixote e Sancho Pança, então, acabam vendo-se perdidos, inadaptáveis à contemporaneidade. São Jorge, o santo popular, vem resgatá-lo e revelar a importância da coletividade que ainda pulsa na cidade. O roteiro se desenvolve como num desfile de escola de samba, com carros alegóricos em forma de barco, diferentes alas e samba-enredo.
Direção: Rogério Tarifa
Dramaturgia: Marcelo Reis / Rogério Tarifa/ Alexandre Krug
Direção Musical: Georgette Fadel, Nina Blauth e Jonathan Silva
Elenco: Marcelo Reis, Patrícia Gifford, Paula Klein, Rogério Tarifa, Mariana Senne,
Rodrigo Ramos, Candido Jorge de Lima, Jonathan Silva, Manuel Boucinhas, Fernanda Machado,Nina Blauth, Luis Marmora, Isabel Soares, Glauber Pereira, Jordana Dolores, Lílian de Lima, Luciana Cunha , Darcio de Oliveira, Vanessa Carvalho e Vivian Bertocco.
Duração do espetáculo: 100 min
Horário: 15 hs
Local: Praça Central
TEATRO DE RUA - Cia São Jorge de Variedades (SP)
Uma companhia de teatro, caminhando há século em busca do mar, chega à metrópole. É neste imenso “oceano” que ela vem apresentar a história de Dom Quixote e de São Jorge Guerreiro. O honrado fidalgo Quixote, em sua luta individual e solitária, enxerga na grande cidade a imagem da sua amada Dulcinéia. Seus nobres ideais entram em conflito com as regras e leis que regem a metrópole; Quixote e Sancho Pança, então, acabam vendo-se perdidos, inadaptáveis à contemporaneidade. São Jorge, o santo popular, vem resgatá-lo e revelar a importância da coletividade que ainda pulsa na cidade. O roteiro se desenvolve como num desfile de escola de samba, com carros alegóricos em forma de barco, diferentes alas e samba-enredo.
Direção: Rogério Tarifa
Dramaturgia: Marcelo Reis / Rogério Tarifa/ Alexandre Krug
Direção Musical: Georgette Fadel, Nina Blauth e Jonathan Silva
Elenco: Marcelo Reis, Patrícia Gifford, Paula Klein, Rogério Tarifa, Mariana Senne,
Rodrigo Ramos, Candido Jorge de Lima, Jonathan Silva, Manuel Boucinhas, Fernanda Machado,Nina Blauth, Luis Marmora, Isabel Soares, Glauber Pereira, Jordana Dolores, Lílian de Lima, Luciana Cunha , Darcio de Oliveira, Vanessa Carvalho e Vivian Bertocco.
Duração do espetáculo: 100 min
Horário: 15 hs
Local: Praça Central
OFICINA 12- O processo de produção textual-Literatura para adolescentes
No dia 19 de outubro, realizou-se a oficina 12 do Gestar de Lingua Portuguesa, na qual terminamos o TP6, com as unidades 23 e 24 que tratava da revisão e edição de textos e sobre a literatura para adolescentes.
Iniciamos a reunião com a apresentação de um slide motivacional, dando incentivo e força aos professores cursistas para encerrar bem o ano que se aproxima do fim, fase de muito trabalho, dificuldades e expectativas.
A formadora levou ao grupo algumas considerações repassadas no encontro de POA, com o objetivo de refletir e discutir sobre alguns aspectos do ensino e do trabalho de sala de aula, principalmente o trabalho com a produção e revisão de textos e a leitura. Houve um profundo debate e troca de ideias, passando do tempo previsto, mas percebeu-se que o objetivo foi alcançado com êxito. Depois, fizemos uma revisão das unidades com os aspectos mais importantes atraves de slides trazidos pela formadora e cada cursista fez o relato do "Avançando na pratica" que aplicou com seus alunos, parte esta que sempre enriquece a pratica de sala de aula pela troca de ideias, sugestões e experiências.
A atividade pratica da oficina com as obras infanto-juvenis foi uma atividade prazerosa, os livros trazidos foram bem diversificados, obras classicas, atuais...
Os grupos dedicaram-se muito na realização da proposta resultando em variadas sugestões de se trabalhar a leitura em sala de aula, uma forma mais criativa que a outra. Foi uma atividade que todos gostaram e pretendem aplicar logo com seus alunos.
Avaliando a oficina, todos concluimos que foi muito proveitosa e enriquecedora, e que com certeza nos levou a repensar e mudar algumas metodologias.
Iniciamos a reunião com a apresentação de um slide motivacional, dando incentivo e força aos professores cursistas para encerrar bem o ano que se aproxima do fim, fase de muito trabalho, dificuldades e expectativas.
A formadora levou ao grupo algumas considerações repassadas no encontro de POA, com o objetivo de refletir e discutir sobre alguns aspectos do ensino e do trabalho de sala de aula, principalmente o trabalho com a produção e revisão de textos e a leitura. Houve um profundo debate e troca de ideias, passando do tempo previsto, mas percebeu-se que o objetivo foi alcançado com êxito. Depois, fizemos uma revisão das unidades com os aspectos mais importantes atraves de slides trazidos pela formadora e cada cursista fez o relato do "Avançando na pratica" que aplicou com seus alunos, parte esta que sempre enriquece a pratica de sala de aula pela troca de ideias, sugestões e experiências.
A atividade pratica da oficina com as obras infanto-juvenis foi uma atividade prazerosa, os livros trazidos foram bem diversificados, obras classicas, atuais...
Os grupos dedicaram-se muito na realização da proposta resultando em variadas sugestões de se trabalhar a leitura em sala de aula, uma forma mais criativa que a outra. Foi uma atividade que todos gostaram e pretendem aplicar logo com seus alunos.
Avaliando a oficina, todos concluimos que foi muito proveitosa e enriquecedora, e que com certeza nos levou a repensar e mudar algumas metodologias.
domingo, 18 de outubro de 2009
Artigo de opinião sobre o Filme "LÍNGUA - VIDAS EM PORTUGUÊS"(Filme de Victor Lopes, 2001)
Este filme conta com a participação de Saramago, Martinho da Vila, João Ubaldo Ribeiro, Madredeus e Mia Couto. Foi filmado em Portugal, Índia, Moçambique, França, Japão e Brasil. "A construção visual é muito importante para o filme, mas não é uma busca estética, e sim de sentido. É um filme oral, mas imagético também. Não é à toa que o chão de uma praia africana corta para o chão de Portugal. Trata-se da criação de um território universal da língua", resume o diretor.
Língua não é sinônimo de linguagem. A língua é "uma" das formas de linguagem, uma forma que utiliza palavras. Como é produzida e desenvolvida dentro de contextos sociais e culturais, pessoas de diferentes grupos sociais empregam-na de modos diferentes, em diferentes
momentos históricos e diferentes espaços geográficos, mesmo quando falamos de uma mesma língua, no caso, o português.
Quando nos referimos à "Língua Portuguesa" estamos falando de uma unidade que se constitui de muitas variedades. Embora no Brasil haja apenas uma língua nacional, notam-se diferenças na pronúncia, no vocabulário, na maneira de organizar as palavras na frase. O português falado em Portugal não é o mesmo que se fala no Brasil, tampouco se fala da mesma maneira em todas as regiões brasileiras.
Embora a língua oficial do nosso país seja o português, não a empregamos da mesma maneira que outros povos que também falam português, como os habitantes de Portugal, de Angola, de Moçambique..., ou ainda outros países em que a língua oficial não é o português, mas pela presença de brasileiros acabam se misturando as línguas, e não somente elas, hábitos, costumes e crenças se mesclam.
A língua varia de acordo com o tempo, o espaço em que é falada, sofre muitas influências socioeconômicas, culturais, de nível de instrução, urbanas, rurais, etc. Hoje, com a globalização, percebe-se multiculturas, mas apesar disso, ainda há uma resistência do indivíduo em preservar alguns rituais e crenças de sua origem, como uma identidade pessoal e de seu povo. Assim, nesse processo, a língua se renova, enriquece, mas sobre alguns aspectos também empobrece, pois se perde muito. Enfim, "a língua muda e se não mudasse, ainda falaríamos latim", como disse João Ubaldo Ribeiro.
Observando os vários países que falam português oficilamente, constatamos que há uma identidade entre os países lusófonos, não só na língua, mas também na música, na comida, na cultura em geral. A língua infuencia o grupo, o meio e o mundo, servindo como um instrumento de dominação, podendo exercer a libertação ou o cárcere do indivíduo.
A língua é movimento, é emoção, e é através dela que construimos nossa identidade, nossa história e aprendemos a conhecer e valorizar o outro.
Sendo assim, pela diversidade já temos uma língua muito mais "brasileira", nem tanto portuguesa. E como disse Saramago:"Não há uma língua, há línguas em português".
Diante desse contexto, o educador tem o compromisso de mostrar ao aluno que há diferentes dialetos e uma língua padrão, sendo que ambas devem ser valorizadas, e que o importante é saber adequar a linguagem. Não podemos impedir as influências sobre a nossa língua, mas podemos sim, mudar o nosso olhar e o do educando.
Língua não é sinônimo de linguagem. A língua é "uma" das formas de linguagem, uma forma que utiliza palavras. Como é produzida e desenvolvida dentro de contextos sociais e culturais, pessoas de diferentes grupos sociais empregam-na de modos diferentes, em diferentes
momentos históricos e diferentes espaços geográficos, mesmo quando falamos de uma mesma língua, no caso, o português.
Quando nos referimos à "Língua Portuguesa" estamos falando de uma unidade que se constitui de muitas variedades. Embora no Brasil haja apenas uma língua nacional, notam-se diferenças na pronúncia, no vocabulário, na maneira de organizar as palavras na frase. O português falado em Portugal não é o mesmo que se fala no Brasil, tampouco se fala da mesma maneira em todas as regiões brasileiras.
Embora a língua oficial do nosso país seja o português, não a empregamos da mesma maneira que outros povos que também falam português, como os habitantes de Portugal, de Angola, de Moçambique..., ou ainda outros países em que a língua oficial não é o português, mas pela presença de brasileiros acabam se misturando as línguas, e não somente elas, hábitos, costumes e crenças se mesclam.
A língua varia de acordo com o tempo, o espaço em que é falada, sofre muitas influências socioeconômicas, culturais, de nível de instrução, urbanas, rurais, etc. Hoje, com a globalização, percebe-se multiculturas, mas apesar disso, ainda há uma resistência do indivíduo em preservar alguns rituais e crenças de sua origem, como uma identidade pessoal e de seu povo. Assim, nesse processo, a língua se renova, enriquece, mas sobre alguns aspectos também empobrece, pois se perde muito. Enfim, "a língua muda e se não mudasse, ainda falaríamos latim", como disse João Ubaldo Ribeiro.
Observando os vários países que falam português oficilamente, constatamos que há uma identidade entre os países lusófonos, não só na língua, mas também na música, na comida, na cultura em geral. A língua infuencia o grupo, o meio e o mundo, servindo como um instrumento de dominação, podendo exercer a libertação ou o cárcere do indivíduo.
A língua é movimento, é emoção, e é através dela que construimos nossa identidade, nossa história e aprendemos a conhecer e valorizar o outro.
Sendo assim, pela diversidade já temos uma língua muito mais "brasileira", nem tanto portuguesa. E como disse Saramago:"Não há uma língua, há línguas em português".
Diante desse contexto, o educador tem o compromisso de mostrar ao aluno que há diferentes dialetos e uma língua padrão, sendo que ambas devem ser valorizadas, e que o importante é saber adequar a linguagem. Não podemos impedir as influências sobre a nossa língua, mas podemos sim, mudar o nosso olhar e o do educando.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Oficina 11 - TP6 - Unidades 21 e 22
Na noite de 05/10, segunda-feira, das 18h até as 22h, como sempre ocorre semanalmente, realizamos o encontro das cursistas com a formadora para realização da oficina 11, com início do TP6. A recepção foi com música e um café-lanche como de costume para receber as professoras cursistas, sendo que a maioria vem direto da escola para a SMEC.
A reunião iniciou-se com a apresentação em power point da mensagem "A presença de Deus" e reflexão sobre a mesma. Após fizemos a leitura e dabate sobre o texto "Gêneros textuais na sala de aula: entre modas e realidades", retirado do livro Olímpiadas de Língua Portuguesa. Tanto a mensagem como o texto provocaram muitas reflexões sobre a prática de sala de aula, muitas relataram experiências que já estão tendo com o trabalho com textos e gêneros textuais.
Com relação ao "Avançando na prática", a atividade que foi aplicada pela maioria, foi o trabalho com texto publicitário. Os relatos foram muito positivos, houve participação e interesse dos alunos; e também o "Júri Simulado", atividade que empolgou e motivou as turmas a participarem, assim relataram ter conseguido atingir o objetivo principal que era fazer com que os alunos entendessem a argumentação textual.
O decorrer do trabalho foi organizado em dois grupos, dividindo-se assim as unidades 21 e 22. Cada grupo esquematizou uma síntese da unidade com as ideias prinipais e após fez-se a socialização e um debate a respeito do tema tratado em cada uma. O tema que mais provocou debate foi a Produção textual, trocamos muitas sugestões e declarações de experiências.
A atividade prática da oficina foi muito legal, as finalizações do texto de Moacyr Scliar foram todas com muito humor e as atividades propostas a partir do texto foram diversificadas e criativas. Relataram que foi uma atividade prazerosa, que querem aplicar também com os alunos.
Para finalizar as cursistas fizeram a avaliação escrita da oficina e a formadora passou as orientações para o próximo encontro e para a oficina aberta.
A reunião iniciou-se com a apresentação em power point da mensagem "A presença de Deus" e reflexão sobre a mesma. Após fizemos a leitura e dabate sobre o texto "Gêneros textuais na sala de aula: entre modas e realidades", retirado do livro Olímpiadas de Língua Portuguesa. Tanto a mensagem como o texto provocaram muitas reflexões sobre a prática de sala de aula, muitas relataram experiências que já estão tendo com o trabalho com textos e gêneros textuais.
Com relação ao "Avançando na prática", a atividade que foi aplicada pela maioria, foi o trabalho com texto publicitário. Os relatos foram muito positivos, houve participação e interesse dos alunos; e também o "Júri Simulado", atividade que empolgou e motivou as turmas a participarem, assim relataram ter conseguido atingir o objetivo principal que era fazer com que os alunos entendessem a argumentação textual.
O decorrer do trabalho foi organizado em dois grupos, dividindo-se assim as unidades 21 e 22. Cada grupo esquematizou uma síntese da unidade com as ideias prinipais e após fez-se a socialização e um debate a respeito do tema tratado em cada uma. O tema que mais provocou debate foi a Produção textual, trocamos muitas sugestões e declarações de experiências.
A atividade prática da oficina foi muito legal, as finalizações do texto de Moacyr Scliar foram todas com muito humor e as atividades propostas a partir do texto foram diversificadas e criativas. Relataram que foi uma atividade prazerosa, que querem aplicar também com os alunos.
Para finalizar as cursistas fizeram a avaliação escrita da oficina e a formadora passou as orientações para o próximo encontro e para a oficina aberta.
O processo de produção textual: revisão e edição
O trabalho com a escritura textual deve ser uma prática periódica, assim como o processo de revisão. A revisão textual, coletiva ou individual, deve acontecer semanal ou quinzenalmente. O tempo entre uma revisão e outra propiciará ao educando o amadurecimento necessário para uma nova escritura. O professor pode conduzir a revisão na lousa com a contribuição dos educandos ou permitir que eles próprios realizem a revisão dos textos uns dos outros. Isso pode acontecer em duplas ou grupos maiores. Na revisão, o professor utiliza uma matriz do texto escolhido transcrito na lousa, na transparência ou datashow e seus alunos acompanham a revisão com cópia do texto escolhido. Deve-se delimitar os aspectos mais importantes a serem trabalhados em cada revisão, com textos diferentes, para que o trabalho não seja muito extenso. É importante também que o professor explique para a turma o tipo de trabalho que será feito, cuidando para não expor o aluno que produziu o texto.
O professor é o "perito do texto", o "detetive", pois é ele quem investiga as marcas textuais, isto é, as dificuldades de cada educando, observando o erro e identificando as hipóteses que o erro quer mostrar.
A partir das marcas textuais encontradas no texto o professor deve definir:
1.Nível de letramento do educando;
2.Suas hipóteses sobre o processo de escrita;
3. O conteúdo a ser trabalhado na aula de revisão;
4.Estratégias para a revisão textual.
Vejamos um exemplo, de uma parte de um texto de aluno, uma análise e algumas atividades propostas.
frenti vive as aventura que o mundo tei ai cuando agente fica adolecente
vem os problema os pai fica pegano no pedajenti ai num pode isso num
podi aqilo e briga todu dia o adolecenti ai o joveim si revouta e teim muitos problema tipo assim teim minina qui aruma bariga os cara usa droga ai briga di cangi fuma bebi u adolecenti teim cupa mais tipo asim os pai podia te pasciença com nóis.
ANÁLISE
Percebe-se pelo texto do aluno, que o mesmo parece ter a idade entre 11 e 12 anos, estando possivelmente no sexto ou sétimo ano. Pela linguagem e termos usados parece tratar-se de um menino de nível socioeconomico baixo.
Quanto ao nível de letramento constata-se que o aluno cnhece o assunto sobre o qual fala, a realidade que o cerca, apresentando as ideias de forma coerente e coesa.
Analisando as hipóteses sobre leitura e escrita, identifica-se um reflexo da linguagem oral na sua escrita; o texto é coeso, porém os conetivos utilizados não seguem a norma padrão da língua. Ainda percebe-se que o aluno apresenta problemas de pontuação e estruturação de parágrafos, o que decidimos trabalhar como conteúdo nesta revisão.
ATIVIDADE
A proposta de atividade é que os alunos, juntamente com o professor, leiam o texto dividindo-o em três partes: Introdução(início), Desenvolvimento(meio) e Conclusão(fim), três parágrafos e ainda, façam a pontuação adequada. O professor deve explicar as ideias básicas do parágrafo e translineação. Ainda se poderia abordar a ortografia.
(Este trabalho foi proposto no segundo encontro de formadores(as) do Gestar II, sendo que cada grupo propôs atividades diferentes, abordando os diversos conteúdos que poderiam ser abordados com o mesmo texto).Pretende-se utilizar esta mesma proposta para trabalhar com as cursistas, na unidade 23 do TP6.
O professor é o "perito do texto", o "detetive", pois é ele quem investiga as marcas textuais, isto é, as dificuldades de cada educando, observando o erro e identificando as hipóteses que o erro quer mostrar.
A partir das marcas textuais encontradas no texto o professor deve definir:
1.Nível de letramento do educando;
2.Suas hipóteses sobre o processo de escrita;
3. O conteúdo a ser trabalhado na aula de revisão;
4.Estratégias para a revisão textual.
Vejamos um exemplo, de uma parte de um texto de aluno, uma análise e algumas atividades propostas.
TEXTO
Se criasa e se felis e te a vida pelafrenti vive as aventura que o mundo tei ai cuando agente fica adolecente
vem os problema os pai fica pegano no pedajenti ai num pode isso num
podi aqilo e briga todu dia o adolecenti ai o joveim si revouta e teim muitos problema tipo assim teim minina qui aruma bariga os cara usa droga ai briga di cangi fuma bebi u adolecenti teim cupa mais tipo asim os pai podia te pasciença com nóis.
ANÁLISE
Percebe-se pelo texto do aluno, que o mesmo parece ter a idade entre 11 e 12 anos, estando possivelmente no sexto ou sétimo ano. Pela linguagem e termos usados parece tratar-se de um menino de nível socioeconomico baixo.
Quanto ao nível de letramento constata-se que o aluno cnhece o assunto sobre o qual fala, a realidade que o cerca, apresentando as ideias de forma coerente e coesa.
Analisando as hipóteses sobre leitura e escrita, identifica-se um reflexo da linguagem oral na sua escrita; o texto é coeso, porém os conetivos utilizados não seguem a norma padrão da língua. Ainda percebe-se que o aluno apresenta problemas de pontuação e estruturação de parágrafos, o que decidimos trabalhar como conteúdo nesta revisão.
ATIVIDADE
A proposta de atividade é que os alunos, juntamente com o professor, leiam o texto dividindo-o em três partes: Introdução(início), Desenvolvimento(meio) e Conclusão(fim), três parágrafos e ainda, façam a pontuação adequada. O professor deve explicar as ideias básicas do parágrafo e translineação. Ainda se poderia abordar a ortografia.
(Este trabalho foi proposto no segundo encontro de formadores(as) do Gestar II, sendo que cada grupo propôs atividades diferentes, abordando os diversos conteúdos que poderiam ser abordados com o mesmo texto).Pretende-se utilizar esta mesma proposta para trabalhar com as cursistas, na unidade 23 do TP6.
domingo, 4 de outubro de 2009
Aprendendo com o Gestar II
O programa Gestar II que está realizando-se no nosso estado do Rio Grande do Sul e em vários lugares do Brasil, com o objetivo de aprimorar e aperfeiçoar o ensino da Língua Portuguesa e da Matemática, está realizando sua função e superando as expectativas, pois esta primeira etapa foi muito importante e produziu novos conhecimentos, troca de ideias e experiências entre os professores contribuindo para a melhoria e o desenvolvimento de novas estratégias de ensino.
Analisando os critérios de seleção de textos, as cursistas escolhem principalmente de acordo com a temática, relacionando-a com o contexto sociocultural e cognitivo da turma, mas ainda assim trabalham os diversos gêneros, alguns mais, outros menos. Da mesma forma a seleção da seção “Avançando na prática” segue critério idêntico.
A maior dificuldade em aplicar as atividades refere-se ao tempo para realização e aplicação, como também a formulação do relatório conclusivo das atividades desenvolvidas. Percebe-se que os professores devem desenvolver e aprimorar o hábito da escrita de sua autoria.
Com relação ao texto, a concepção teórica das cursistas ainda está focada na análise somente dos aspectos estruturais do texto: forma, ortografia, pontuação, e não dá a real importância aos argumentos, ideias e coerência dos elementos textuais. Quanto à leitura e planejamento, identifica-se atividades ainda “avulsas”, sem preocupação prévia ou motivação, sem objetivos claros e engajados uns aos outros.
O professor deve criar estratégias que levem o aluno a ler e com preender todos os aspectos do texto, desenvolvendo um trabalho pontual e sistematizado, delimitar objetivos e selecionar métodos são de vital importância para o êxito do processo de ensino-aprendizagem.
Com relação à teorias estudadas as cursistas as usam como forma de entender as atividades e também como reciclagem de conhecimento e aperfeiçoamento. Muitos professores ainda estão focados na gramática normativa e preocupados com a forma estrutural do texto, deixando um pouco de lado os aspectos de compreensão, interpretação textual e produção escrita.
Sendo assim, o Programa Gestar II pretende aperfeiçar e redimensionar a prática pedagógica dos professores que trabalham com a linguagem.
(Resumo coletivo sobre a primeira etapa do GestarII-Formadoras Daiane, Marta e coordenadora Viviane - Realização no segundo encontro em POA-28/09/09)
Analisando os critérios de seleção de textos, as cursistas escolhem principalmente de acordo com a temática, relacionando-a com o contexto sociocultural e cognitivo da turma, mas ainda assim trabalham os diversos gêneros, alguns mais, outros menos. Da mesma forma a seleção da seção “Avançando na prática” segue critério idêntico.
A maior dificuldade em aplicar as atividades refere-se ao tempo para realização e aplicação, como também a formulação do relatório conclusivo das atividades desenvolvidas. Percebe-se que os professores devem desenvolver e aprimorar o hábito da escrita de sua autoria.
Com relação ao texto, a concepção teórica das cursistas ainda está focada na análise somente dos aspectos estruturais do texto: forma, ortografia, pontuação, e não dá a real importância aos argumentos, ideias e coerência dos elementos textuais. Quanto à leitura e planejamento, identifica-se atividades ainda “avulsas”, sem preocupação prévia ou motivação, sem objetivos claros e engajados uns aos outros.
O professor deve criar estratégias que levem o aluno a ler e com preender todos os aspectos do texto, desenvolvendo um trabalho pontual e sistematizado, delimitar objetivos e selecionar métodos são de vital importância para o êxito do processo de ensino-aprendizagem.
Com relação à teorias estudadas as cursistas as usam como forma de entender as atividades e também como reciclagem de conhecimento e aperfeiçoamento. Muitos professores ainda estão focados na gramática normativa e preocupados com a forma estrutural do texto, deixando um pouco de lado os aspectos de compreensão, interpretação textual e produção escrita.
Sendo assim, o Programa Gestar II pretende aperfeiçar e redimensionar a prática pedagógica dos professores que trabalham com a linguagem.
(Resumo coletivo sobre a primeira etapa do GestarII-Formadoras Daiane, Marta e coordenadora Viviane - Realização no segundo encontro em POA-28/09/09)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Depoimento sobre o Gestar II - pela cursista Sandra C. Tombini
O Brasil vive uma realidade assustadora: alunos chegam ao nono ano sem saberem entender os sentidos de um texto ou construí-lo. Isso é reflexo de uma série de fatores, mas prefiro não me estender nesta questão. Quero, como cursista do Gestar II e como professora de Língua Portuguesa e de Literatura da Rede Pública de Carazinho, tratar da questão do ensino de língua, questão tão trabalhada em nosso curso.
O nosso contexto conta com muitos profissionais que atuam no ensino de língua materna pautados numa linguística tradicional, entendendo que ensinar subdivisões de classes gramaticais e/ou fazer a análise sintática de uma frase é o essencial para que se aprenda uma língua. Muitos são relutantes em admitir que a língua não é estanque; outros enxergam as mudanças, mas não acham tempo, ou muitas vezes, recursos financeiros para realizarem uma formação continuada na área que atuam. Há ainda colegas bem mais experientes na profissão, que possuem uma bagagem enorme e, inquestionavelmente, muito valiosa, que se questionam sobre esse "novo jeito de ensinar português".
Amo diferentes linguagens, tanto que já fui cantora de coral e de festivais escolares, pianista, já fiz teatro, já quis ser fonoaudióloga, jornalista, amo cinema, música e literatura, principalmente o nosso Cosme Velho, Machado de Assis. Na adolescência, viajei à ilha de Paquetá através de "A Moreninha", local que, posteriomente, conheci "literalmente".
Sou uma professora que ao iniciar, quase desisti da profissão. Os subsídios que a faculdade me dera não me eram suficientes para chamar a atenção de turmas lotadas e cheias de problemas extraescolares(drogas, violência doméstica,fome etc.) que eu também tinha de enfrentar. Mas como sempre gostei de tudo que envolvesse diferentes linguagens e era concursada, resolvi ficar, mas eu não me acostumei...eu me preparei e ainda me preparo...
Preparei-me conhecendo teorias que surgiram a partir da linguística textual, chegando ao seguinte veredicto: decorar normas não é suficiente para que o aluno atue com e sobre a língua eficazmente, pois mesmo conhecendo todas elas, ele pode não ter domínio de compreensão e de produção textual de gêneros distintos.
Não quero afirmar que o conhecimento de gramática não é importante( algo que é muito mal compreendido por muitos professores que afirmam abolir a gramática), pois não podemos ler, escrever, ouvir ou falar sem que conheçamos a estrutura linguistica. O que quero frisar é que o ensino da nomenclatura não é suficiente, visto que para construir os sentidos de um texto, seja através da leitura ou da escrita, há necessidade de que se conheça a língua em uso, percebendo o seu funcionamento e os efeitos de sentido produzidos por ela. As aulas de língua devem trabalhar com fatos linguísticos, percebendo a língua como ela realmente acontece. Os manuais de gramática trazem apenas a norma perfeita, não levando em consideração que a línguagem não é homogênea.
Drummond no século passado disse que "Há uma pedra no meio do caminho". A linguista Irandé Antunes(2007) parafraseou a expressão e disse "Há uma pedra no caminho nas aulas de língua portuguesa". No livro "Aula de Português" sugere que os professores devam interessar-se em “ouvir” e “ver” sua língua acontecendo: nas conversas, nos debates, nos sermões, nos jornais, nas revistas, nos livros etc, analisando o que se diz, como se diz para demonstrar como realmente a língua funciona. Eis aí a proposta do Gestar II. Assim, tanto os professores quanto os alunos podem transformar-se em observadores da língua, podendo passar a discutir os efeitos de sentido construídos com a língua e tornarem-se juntos pesquisadores fazendo um estudo contextualizado da mesma, adquirindo tanto competência linguística como comunicativa.
O programa Gestar II é um programa de formação continuada - diferente dos programas de formação ministrados pela rede municipal - que vem ao encontro do estudo da língua de forma contextualizada auxiliando os professores a tirarem as pedras do meio do caminho de suas aulas. O material é excelente, trabalha o texto enquanto efeito de sentido entre/para interlocutores. Considera a língua não homogênea, translúcida, mas como heterogênea e opaca, já que dentro de um enunciado emergem diferentes vozes,significados distintos.
Os encontros são bons, há troca de material, de experiências.... onde nós, as professoras de língua, temos um momento para refletirmos sobre o idioma, não apenas como exercício de metalinguistica, mas contruindo reflexões, inferindo significados, construindo saberes necessários a nossa prática. Há também tempo de tomarmos nosso café, interagirmos sobre as aulas, mostrar nossos ganhos e também "chorar" pelas nossas perdas. Cada turma reage diferentemente às atividades. Uns aproveitam, outros nem tanto... Mas pelo menos alguns já ganharam.
O interessante do nosso grupo é que todos estão lá para aprender. Eu mesma, quase mestre em Linguistica, sei que pouco sei... Já retomei várias teorias, aprendi como aplicá-las, tranformando o conhecimento acadêmico, tão estanque, no uso na sala de aula, a partir dos materiais trabalhados. As colegas mais jovens na profissão, como eu, aprendem com as mais experientes, as mais experientes aprendem com as mais jovens. Todos tem a ganhar.
Temos de fazer nossos alunos amarrar os fios que estão dispersos no dicurso, fazendo uma rede em que um sentido convoque outros. Fazer com que leiam as diferentes ideologias que atravessam os textos, observando as relações de poder envolvidas. Assim, prepararemos nossas crianças para uma vida em que ler e escrever é simplesmente um "tudo" em suas relações sociais. Mas para tanto temos de estar preparados. Isso somente acontece com muito estudo e empenho. Vamos então à segunda fase do Gestar.
O nosso contexto conta com muitos profissionais que atuam no ensino de língua materna pautados numa linguística tradicional, entendendo que ensinar subdivisões de classes gramaticais e/ou fazer a análise sintática de uma frase é o essencial para que se aprenda uma língua. Muitos são relutantes em admitir que a língua não é estanque; outros enxergam as mudanças, mas não acham tempo, ou muitas vezes, recursos financeiros para realizarem uma formação continuada na área que atuam. Há ainda colegas bem mais experientes na profissão, que possuem uma bagagem enorme e, inquestionavelmente, muito valiosa, que se questionam sobre esse "novo jeito de ensinar português".
Amo diferentes linguagens, tanto que já fui cantora de coral e de festivais escolares, pianista, já fiz teatro, já quis ser fonoaudióloga, jornalista, amo cinema, música e literatura, principalmente o nosso Cosme Velho, Machado de Assis. Na adolescência, viajei à ilha de Paquetá através de "A Moreninha", local que, posteriomente, conheci "literalmente".
Sou uma professora que ao iniciar, quase desisti da profissão. Os subsídios que a faculdade me dera não me eram suficientes para chamar a atenção de turmas lotadas e cheias de problemas extraescolares(drogas, violência doméstica,fome etc.) que eu também tinha de enfrentar. Mas como sempre gostei de tudo que envolvesse diferentes linguagens e era concursada, resolvi ficar, mas eu não me acostumei...eu me preparei e ainda me preparo...
Preparei-me conhecendo teorias que surgiram a partir da linguística textual, chegando ao seguinte veredicto: decorar normas não é suficiente para que o aluno atue com e sobre a língua eficazmente, pois mesmo conhecendo todas elas, ele pode não ter domínio de compreensão e de produção textual de gêneros distintos.
Não quero afirmar que o conhecimento de gramática não é importante( algo que é muito mal compreendido por muitos professores que afirmam abolir a gramática), pois não podemos ler, escrever, ouvir ou falar sem que conheçamos a estrutura linguistica. O que quero frisar é que o ensino da nomenclatura não é suficiente, visto que para construir os sentidos de um texto, seja através da leitura ou da escrita, há necessidade de que se conheça a língua em uso, percebendo o seu funcionamento e os efeitos de sentido produzidos por ela. As aulas de língua devem trabalhar com fatos linguísticos, percebendo a língua como ela realmente acontece. Os manuais de gramática trazem apenas a norma perfeita, não levando em consideração que a línguagem não é homogênea.
Drummond no século passado disse que "Há uma pedra no meio do caminho". A linguista Irandé Antunes(2007) parafraseou a expressão e disse "Há uma pedra no caminho nas aulas de língua portuguesa". No livro "Aula de Português" sugere que os professores devam interessar-se em “ouvir” e “ver” sua língua acontecendo: nas conversas, nos debates, nos sermões, nos jornais, nas revistas, nos livros etc, analisando o que se diz, como se diz para demonstrar como realmente a língua funciona. Eis aí a proposta do Gestar II. Assim, tanto os professores quanto os alunos podem transformar-se em observadores da língua, podendo passar a discutir os efeitos de sentido construídos com a língua e tornarem-se juntos pesquisadores fazendo um estudo contextualizado da mesma, adquirindo tanto competência linguística como comunicativa.
O programa Gestar II é um programa de formação continuada - diferente dos programas de formação ministrados pela rede municipal - que vem ao encontro do estudo da língua de forma contextualizada auxiliando os professores a tirarem as pedras do meio do caminho de suas aulas. O material é excelente, trabalha o texto enquanto efeito de sentido entre/para interlocutores. Considera a língua não homogênea, translúcida, mas como heterogênea e opaca, já que dentro de um enunciado emergem diferentes vozes,significados distintos.
Os encontros são bons, há troca de material, de experiências.... onde nós, as professoras de língua, temos um momento para refletirmos sobre o idioma, não apenas como exercício de metalinguistica, mas contruindo reflexões, inferindo significados, construindo saberes necessários a nossa prática. Há também tempo de tomarmos nosso café, interagirmos sobre as aulas, mostrar nossos ganhos e também "chorar" pelas nossas perdas. Cada turma reage diferentemente às atividades. Uns aproveitam, outros nem tanto... Mas pelo menos alguns já ganharam.
O interessante do nosso grupo é que todos estão lá para aprender. Eu mesma, quase mestre em Linguistica, sei que pouco sei... Já retomei várias teorias, aprendi como aplicá-las, tranformando o conhecimento acadêmico, tão estanque, no uso na sala de aula, a partir dos materiais trabalhados. As colegas mais jovens na profissão, como eu, aprendem com as mais experientes, as mais experientes aprendem com as mais jovens. Todos tem a ganhar.
Temos de fazer nossos alunos amarrar os fios que estão dispersos no dicurso, fazendo uma rede em que um sentido convoque outros. Fazer com que leiam as diferentes ideologias que atravessam os textos, observando as relações de poder envolvidas. Assim, prepararemos nossas crianças para uma vida em que ler e escrever é simplesmente um "tudo" em suas relações sociais. Mas para tanto temos de estar preparados. Isso somente acontece com muito estudo e empenho. Vamos então à segunda fase do Gestar.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Trabalho do Gestar na sala de aula
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Pauta: Dia 21/09 - Oficina 10 - TP5 - Unidades 19 e 20
*Escolha de um redator para registrar o encontro(Ata);
*Leitura e reflexão do texto "Pudim", por Martha Medeiros;
*Relato do "Avançando na prática";
*Analisar e resumir as unidades 19 e 20 em grupo elaborando uma apresentação;
*Realização da atividade prática da oficina em grupo, na página 257 a 259(elaboração de uma propaganda);
*Apresentação;
*Avaliação da oficina;
*Combinações.
Nesta oficina encerrou-se a primeira parte do Gestar II, sendo que o próximo encontro será no dia 05/10. As cursistas gostaram muito do texto da Martha Medeiros. A atividade de criação de uma propaganda foi divertida, todas gostaram e dedicaram-se, sendo que percebeu-se muita criatividade, e os comentários sobre o Gestar foram muito positivos, as cursistas estão gostando das atividades e aprovando o resultado com os alunos em sala de aula.
*Leitura e reflexão do texto "Pudim", por Martha Medeiros;
*Relato do "Avançando na prática";
*Analisar e resumir as unidades 19 e 20 em grupo elaborando uma apresentação;
*Realização da atividade prática da oficina em grupo, na página 257 a 259(elaboração de uma propaganda);
*Apresentação;
*Avaliação da oficina;
*Combinações.
Nesta oficina encerrou-se a primeira parte do Gestar II, sendo que o próximo encontro será no dia 05/10. As cursistas gostaram muito do texto da Martha Medeiros. A atividade de criação de uma propaganda foi divertida, todas gostaram e dedicaram-se, sendo que percebeu-se muita criatividade, e os comentários sobre o Gestar foram muito positivos, as cursistas estão gostando das atividades e aprovando o resultado com os alunos em sala de aula.
domingo, 20 de setembro de 2009
Visita de acompanhamento pedagógico
No dia 08/09, terça-feira à tarde, nos dois primeiros períodos, a formadora realizou uma visita de acompanhamento pedagógico para a professora cursista Flávia Berté, na E.M.E.F. Rufino Leal, para conhecer sua turma e o trabalho que está sendo desenvolvido com o Gestar.
A turma era um sétimo ano, com 20 alunos. Percebeu-se que a turma é interessada, são participativos, críticos e estão interagindo muito bem com a professora e com as atividades propostas pelo Gestar. A aula desenvolveu-se a partir do TP5, unidade 19, sobre "Coesão textual", especificamente o "Avançando na prática" da página 162, uma atividade diferente e interessante, de produção textual coletiva, que motivou os alunos e os desafiou, sendo que interagiram bem, divertiram-se e gostaram muito da atividade proposta. Concluiu-se que a professora conduziu muito bem a realização das atividades, explicando e incentivando os alunos.
Todos os alunos e a professora foram receptivos e demonstraram ter gostado de receber a visita.
A turma era um sétimo ano, com 20 alunos. Percebeu-se que a turma é interessada, são participativos, críticos e estão interagindo muito bem com a professora e com as atividades propostas pelo Gestar. A aula desenvolveu-se a partir do TP5, unidade 19, sobre "Coesão textual", especificamente o "Avançando na prática" da página 162, uma atividade diferente e interessante, de produção textual coletiva, que motivou os alunos e os desafiou, sendo que interagiram bem, divertiram-se e gostaram muito da atividade proposta. Concluiu-se que a professora conduziu muito bem a realização das atividades, explicando e incentivando os alunos.
Todos os alunos e a professora foram receptivos e demonstraram ter gostado de receber a visita.
Dia 14/09 - Oficina de Orientação e Acompanhamento ao Projeto
Neste dia reuniu-se o grupo de Língua Portuguesa para a oficina de orientação e acompanhamneto ao projeto. Os trabalhos foram iniciados pela formadora com a apresentação do vídeo "O que é virtual"(já postado no blog) para uma reflexão e debate. Após, fez-se a apresentação do blog no grupo, já que algumas cursistas não haviam conseguido visualizá-lo. Todas comentaram ter gostado muito desta primeira parte da reunião.
No segundo momento, a formadora passou mais algumas informações sobre a realização do projeto e as professoras cursistas reuniram-se nos grupos para estudo, pesquisa e o registro dos seus trabalhos. Ao final, cada grupo entregou um esquema, um esboço do seu trabalho.
Este encontro foi muito produtivo.
No segundo momento, a formadora passou mais algumas informações sobre a realização do projeto e as professoras cursistas reuniram-se nos grupos para estudo, pesquisa e o registro dos seus trabalhos. Ao final, cada grupo entregou um esquema, um esboço do seu trabalho.
Este encontro foi muito produtivo.
Oficina Aberta - Palestra para as redes municipal, estadual e particular - Tema: Drogas
No dia 12/09, sábado à tarde, realizou-se no município de Carazinho um encontro de profissionais da educação de todo o município para uma palestra sobre "Prevenção ao uso de drogas", ministrado pela promotora do município e outros psiquiatras e psicólogos.
O grupo de Língua Portuguesa do Gestar, foi orientado pela formadora que a partir do tema da palestra desenvolvessem um plano de aula, isto é, atividades para serem realizadas com os alunos, visto que, as escolas municipais já tiveram também palestras sobre o assunto dentro do projeto "Crack nem pensar", e os alunos já estão interagindo com o tema.
Após, essas atividades serão socializadas no grande grupo, nas oficinas.
Conclui-se, que na realidade que vivemos hoje, este assunto é de grande importância e merece total atenção de todos, educadores, pais e familiares, autoridades e a sociedade no geral.
O grupo de Língua Portuguesa do Gestar, foi orientado pela formadora que a partir do tema da palestra desenvolvessem um plano de aula, isto é, atividades para serem realizadas com os alunos, visto que, as escolas municipais já tiveram também palestras sobre o assunto dentro do projeto "Crack nem pensar", e os alunos já estão interagindo com o tema.
Após, essas atividades serão socializadas no grande grupo, nas oficinas.
Conclui-se, que na realidade que vivemos hoje, este assunto é de grande importância e merece total atenção de todos, educadores, pais e familiares, autoridades e a sociedade no geral.
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